Olá, seja bem-vindo ao ReviewBox Brasil! Hoje vamos falar tudo sobre o longboard, o “primo” do skate, um meio de transporte (e de diversão) que tem a suavidade do surf e a velocidade e simplicidade de um carrinho de rolemã.

Com um longboard, você não precisa se preocupar em passar horas treinando manobras, pode só curtir as curvas do caminho, ou o vento na cara de uma longa descida – mas pode aprender uns truques, se quiser. Aliás, há uma infinidade de coisas que você pode fazer num longboard, e há um modelo ideal para cada uma delas.

Neste Guia, vamos mostrar essas possibilidades, e principalmente as variedades que se encaixam em cada uma delas. Shapes, trucks, rolamentos, dicas de compra, vamos mostrar tudo isso também. Então desça este texto como um long numa ladeira, curtindo o momento, mas com muita atenção.

Primeiro, o mais importante

  • Use o equipamento de segurança (capacete, cotoveleira, joelheira) sempre que for andar no seu longboard.
  • Fique atento: não confunda Cruising, modalidade do longboard, com Cruiser, variedade de montagem do skate (e do próprio longboard).
  • O preço de um longboard varia de R$ 200 a R$ 500, nos modelos pré-montados. Os personalizados podem chegar aos três dígitos, se mais sofisticados.

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1º – Longboard Adventure – Winmax

O longboard da Winmax é completo, por ser eficiente, seguro e bonito, ainda por cima. Seu shape côncavo é feito de nove camadas de maple e decorado com uma pintura verde e de motivos tribais.

Seguindo na parte debaixo, o truck é feito de alumínio e com um novo suporte de ângulo. As rodas, vermelhas e translúcidas, têm 70 mm x 51 mm e maciez intermediária, de 85A. Embalado à vácuo para maior conservação, suporta até 180 kg em sua prancha.

2º – Longboard Speed – Two Dogs

Com um shape côncavo de 90 cm e sete camadas de maple, o longboard da Two Dogs se assemelha à uma prancha de surf, preparada para aguentar muita velocidade.

Além da estabilidade do shape, o modelo conta com base antiderrapante, truck de alumínio e rolamento ABEC-11, fora um visual moderno na parte debaixo, com rodas brancas, traves dos trucks amarelas e pintura clássica no shape, respeitando a cor da madeira.

3º – Longboard Speed – OWL Sports

Melhor custo-benefício da lista, o longboard da OWL é completo em seus componentes, com rodas rígidas de 90A, trucks de alumínio de 156 mm e até riser pads, que deixam o modelo ainda mais seguro e estável.

O shape de um metro de comprimento e de 26 cm de largura tem baixo centro de gravidade e um formato que impede o contato das rodas com a sua parte inferior, com um desenho tribal de sua coleção “Indonesia”.

4º – Longboard Freeride – Mormaii

Especialmente desenhado para o Downhill, o longboard da Mormaii é indicado para Freeride, pelo formato côncavo e flexibilidade intermediária do seu shape de maple, que tem ainda estampa personalizada da Mormaii em silk, na parte inferior.

O restante de seus componentes se combinam para dar maior estabilidade nas manobras durante as descidas, como seus trucks de alumínio, rodas de poliuretano rígidas (92A) e rolamentos ABEC-7, que priorizam a velocidade.

5º – Longboard Red Nose – Belfix

Não é só da estampa licenciada da Red Nose que vive este modelo da Belfix. O shape, por exemplo, é feito de nove lâminas maple, e as rodas de 70 mm x 51 mm têm rolamento ABEC-7, para altas velocidades.

Mas é inegável seu apelo visual, com rodas brancas, trucks pretos com detalhes em branco e a estampa com estética geométrica sob a pintura preta do shape.

Guia de Compra

A prática do longboard no Brasil e mundo afora explora a “contracultura” do skate e do seu crescimento competitivo e midiático. As pistas dão lugar às ladeiras e as acrobacias à velocidade, num resgate ao prazer do “rolê”, mas sem perder sua veia esportiva e estética.

Isso porque o longboard engloba diversas modalidades, com intuitos e movimentos diferentes. Assim, adaptações são necessárias, no comprimento dos shapes, na dureza das rodas, no ajuste dos trucks. No Guia de Compras abaixo, vamos te explicar toda essa diversidade e variedade, além de expor suas vantagens e desvantagens.

Imagem mostra uma moça sentada no meio fio de uma rua, com longboard entre as pernas. Seu joelho se apoia em duas rodas e suas mãos no “bico” do shape.

O longboard resgata as origens do skate e tem modalidades variadas. (Fonte: Vidal Balielo Jr. / Pexels)

O que é o longboard?

A tradução literal de longboard é “prancha longa”, a melhor definição para produto e para o esporte.

Numa questão técnica, o “long” se caracteriza por ser análogo ao skate (também chamado de “board” na língua inglesa), se diferenciando apenas pelo tamanho de sua prancha, a estrutura de madeira ou fibra de carbono em que se apoiam os pés.

Enquanto o skate tem entre 80 e 90 cm de comprimento, o longboard mede por volta de 70 cm a 2 metros, com a largura variando de 22 a 28 cm. As rodas e os trucks – peças que ligam o shape (prancha) às rodas – também são mais largos.

Já na questão léxica, o nome remete à sua origem, quando nos anos 50, garotos da Califórnia adaptaram suas pranchas de surf para deslizar pelo asfalto em dias de maré ruim.

Por fim, na questão esportiva, a atividade se baseia na dinâmica de um skate com prancha maior, que não serve para manobras acrobáticas, mas que dá estabilidade para movimentos em alta velocidade e que permite a estética sinuosa do surf, mesmo bem longe das ondas.

Imagem mostra dois modelos de longboard diferentes lado a lado, ambos encostados sob uma parede de tijolos à vista.

Maior que o skate, o longboard pode ter de 70 cm a 2 metros de comprimento. (Fonte: Erik Phillips / Canva)

Quais as vantagens e desvantagens do longboard?

A opção pelo longboard gera uma série de vantagens e desvantagens relacionadas ao seu uso. Começando pelos pontos positivos, o primeiro deles são os movimentos fluídos e únicos que é capaz de fazer, até certo ponto seguros, mas sempre prazerosos, relaxantes.

Em seguida, temos a estabilidade que só ele tem, possibilitando modalidades de alta velocidade e seu uso como meio de transporte. Por fim, o longboard é uma ótima alternativa para quem curte skate, mas não necessariamente suas manobras.

Ao mesmo tempo, se você gosta de dar um rolê mas também de arriscar uma manobra ou outra, o long pode ser um pouco frustrante. Há truques para se fazer, mas bastante diferentes dos flips do street e giros do vertical.

Outra desvantagem é a praticidade de seu uso, prejudicada pelo seu tamanho, sendo difícil de carregar, de guardar, de transportar, de manuseá-lo, enfim. Problema comum à todos os esportes de prancha e sobre todas também, a sua manutenção deve ser constante, ajustando e trocando peças periodicamente.

Vantagens
  • Movimentos fluídos e únicos
  • Estabilidade
  • Alternativa às manobras
Desvantagens
  • Inapto a manobras tradicionais
  • Manuseio pouco prático
  • Manutenção constante

Downhill, Street, Dancing ou Cruising?

No fim das contas, o longboard é a soma das peças que o compõem. Tamanho do shape, dureza das rodas, o aperto dos trucks, tudo interfere no desempenho e na capacidade dos longs em fazer certos movimentos, o que faz a variedade do produto ser infindável.

Porém, as configurações das peças têm um intuito, que é capacitar o modelo para alguma modalidade, entre Downhill, Street, Dancing ou Cruising. Essas que acabam, de maneira objetiva, diferenciando os tipos de longboard.

Comecemos com o Downhill, que em inglês significa “morro abaixo”. É a modalidade que desce ladeiras, e que mais envolve velocidade (mas não só isso, como veremos na próxima parte do Guia).

Assim, os longboards são configurados não só para atingir velocidade, mas para fazer os movimentos necessário com eficiência e segurança. Isso quer dizer que têm uma altura menor em relação ao chão, para ter mais estabilidade, assim como menor flexibilidade na prancha, para maior controle.

A Longboard Street é a modalidade mais parecida com o skate em si, e a mais rara também. Ela consiste em fazer manobras em pistas e em obstáculos, então seu formato é também o mais similar ao skate, com flexibilidade média, altura média e curvas mais acentuadas no shape.

O nome Dancing é bastante fiel ao que se faz na modalidade. Com as pranchas mais largas e compridas do mercado, esse modelo possibilita as manobras corporais de seus usuários, com saltos, giros e deslizes a serem nele aterrissados. Uma dança sobre quatro rodas, praticamente.

Já o Cruising é a “anti-modalidade”, o rolê pelo rolê, seja em ladeiras, seja na rua, parques e etc. Shapes flexíveis e com um formato mais próximo de uma prancha de surf, trucks mais soltos e rodas de dureza intermediária costumam a caracterizar esse tipo de longboard.

Downhill Street Dancing Cruising
Movimento Descida Manobra Acrobacias físicas “Rolê”
Configuração Controle e estabilidade Mais próxima do skate Mais comprido e mais largo Flexível e mais solto

Longboard Downhill: Speed, Carving ou Freeride?

Separamos um segmento do Guia especialmente para o Longboard Downhill, por ser a modalidade mais específica e a única com subcategorias: Speed, Carving e Freeride.

Em todas elas, a velocidade adquirida nas mais variadas descidas é o que norteia os movimentos e consequentemente a configuração do modelo, mas é só no Speed, em que, obviamente, a velocidade é o fim da modalidade em si.

  • Downhill Speed: Esses longboards precisam ser muito estáveis, com trucks justíssimos, rodas macias – que tem maior tração -, e centro de gravidade baixo, a partir de uma menor altura entre o shape, que deve ser rígido, e o chão.
  • Carving: Aqui o objetivo é aproveitar a largura das ladeiras e controlar a velocidade da descida a partir de grandes curvas. Assim, as rodas têm de ser um meio termo entre duras e macias, assim como o shape deve ficar entre rígido e flexível, além de ter um formato mais curvilíneo.
    Outro ponto importante é que o modelo impeça o contato da roda com o shape, que numa curva significa uma freada brusca e perigosa. Confira essa modalidade na prática:

  • Downhill Freeride: É um meio termo entre o Speed e o Carving, que busca curvas e manobras em alta velocidade na descida. É talvez a modalidade mais popular. Para facilitar os slides, o shape desse modelo costuma ser simétrico, sem um lado da frente definido, as rodas têm de ser duras, e a altura entre a prancha e o chão, baixa.
Speed Carving Freeride
Shape Rígido e baixo Intermediário e curvilíneo Simétrico e baixo
Rodas Macias Intermediárias Rígidas

Qual a diferença entre longboard, skate ou cruiser?

Se você é novo no mundo das quatro rodinhas, pode ser que você fique em dúvida entre qual tipo de “prancha móvel” comprar, entre o Longboard, o Skate e o Cruiser – que nada mais é do que um skate pequeno com o shape no formato de um longboard.

Mais do que se atentar às diferenças técnicas entre eles, que já falamos um pouco mais para cima deste Guia, e que, no fim, diz mais respeito aos tamanhos dos componentes, vamos falar sobre seu uso “ideal”.

O skate, por exemplo, com sua enorme comunidade e relativamente numerosos parques e pistas, pode ser o melhor para você aproveitar esportivamente, treinando suas manobras diariamente e trocando experiências com os outros skatistas.

O longboard, estável e até certo ponto simples, talvez seja a melhor pedida se você só quer aproveitar o deslizar das rodinhas, o vento na cara, o movimento das curvas.

Já a praticidade do cruiser o torna ideal para quem sempre pensou em que poderia fazer o caminho até a padaria ou o ponto de ônibus sobre quatro rodas, mas sem precisar carregar quase dois metros de madeira pelo resto do dia.

Imagem mostra um rapaz remando seu cruiser pela calçada.

Não há um tipo de uso exclusivo, mas um que melhor se encaixa com cada um dos tipos, entre longboard, skate e cruiser. Este último, pequeno, é ideal para transporte em pequenas distâncias. (Fonte: Gratisography / Canva)

Quanto custa?

O valor do longboard varia a partir de seus componentes, principalmente a partir da qualidade de seus materiais e a tecnologia que empregam. As combinações mais básicas desses elementos ficam por volta de R$ 200, e as mais sofisticadas, por até R$ 500.

Há também os modelos profissionais, montados com peças de marcas diferentes e escolhidas a dedo pelo usuário e/ou loja especializada, que podem chegar até R$ 1.000 ou até mesmo R$ 2.000.

Onde comprar?

Em shoppings, galerias, ou mesmo nas ruas, há uma enormidade de lojas especializadas em skates e longboards. A Oxi Skateboards é uma delas, para citar uma loja física.

É na internet, porém, em que você encontrará maior variedade de marcas, preços e modelos, fora a possibilidade de montar seu longboard, e de fazer tudo isso do conforto da sua casa. A Amazon e o Mercado Livre, entre as maiores, e a Off Boardshop, entre as segmentadas, estão entre as lojas mais indicadas.

Critérios de compra: O que notar antes de comprar seu longboard

O que nós da ReviewBox Brasil mais queremos é ajudar você a escolher o seu modelo ideal de longboard. Para isso, montamos uma lista de critérios – elementos que você deve notar antes de continuar com sua compra.

  • Shape (prancha/board)
  • Roda
  • Truck
  • Materiais

Agora, vamos falar de cada um desses itens, da maneira mais completa e sucinta possível. Com as informações certas em mãos, melhor será sua opção.

Shape (prancha/board)

Na verdade, é até difícil não notar o shape, o componente mais visível do longboard. A questão aqui é saber identificar os elementos certos para o tipo de rolê que você pretende fazer.

A flexibilidade da tábua, como falamos, vai definir a estabilidade do modelo, sendo quanto mais rígido, mais estável. O comprimento da prancha, por sua vez, é inversamente proporcional à agilidade que proporciona.

Por fim, a curvatura dita a capacidade do modelo em fazer manobras e outros movimentos mais velozes. Quanto mais curvo, maior o controle que seus pés têm sobre o board.

Roda

Nas rodas, você tem que se atentar à sua maciez e ao seu tamanho. A maciez, medida de maneira inversamente proporcional pela unidade ASTM, ou só “A”, conversa com o atrito da roda, neste caso proporcionalmente.

E quanto maior o atrito, menor a capacidade de deslizar o longboard.

O tamanho, por sua vez, apesar de também influenciar na aderência da roda ao chão, é mais uma questão de encaixe. Ele deve acompanhar a distância entre o shape e o truck (maior o tamanho, maior a distância).

Se as medidas forem desproporcionais, são grandes as chances de a roda encostar no shape durante as curvas, o que causaria uma frenagem brusca e um provável capote do usuário!

 Imagem mostra um close do “bico” de um longboard, com foco nas suas duas rodas frontais.

Nos shapes, você deve focar na flexibilidade e no formato, enquanto nas rodas a atenção deve ficar no tamanho e na maciez. (Fonte: MESSALA CIULLA / Canva)

Truck

O critério do truck segue a lógica do shape, com seus detalhes interferindo diretamente no tipo de desempenho do longboard. A sua largura, por exemplo, é proporcional à estabilidade que dá ao modelo.

A angulação da base do truck, por sua vez, interfere na estabilidade das curvas. Quanto maior e mais aberto for o ângulo, maior será a facilidade para curvas bruscas, enquanto ângulos menores, fechados, garantem maior estabilidade e controle em grandes e rápidas curvas.

Materiais

Os materiais usados em cada componente vão influenciar não apenas no desempenho, mas na durabilidade do longboard. Nos shapes, prefira os que são constituídos de marfim, maple ou mesmo bambú. Complementos como lâminas de carbono são bem-vindos.

Imagem mostra um close de um longboard “em pé”, com toda a parte debaixo do seu shape à vista. Uma pessoa se apoia nele, com sua mão direita em seu “bico”.

O truck dita o controle e a estabilidade de seu longboard, enquanto os materiais vão influenciar no seu desempenho e durabilidade. (Fonte: giulianatolfo / Pixabay)

Nos trucks, não tem erro: alumínio. Eles precisam ser leves, resistentes, e nada melhor que o alumínio para isso. Já nas rodas, fuja das que não forem feitas de poliuretano, material que revolucionou o deslizamento não só do longboard, mas de toda a indústria das quatro rodinhas.

(Fonte da imagem destacada: MESSALA CIULLA / Pexels)

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