Escolher um plano de saúde individual ou para a família não é tarefa fácil. Significa procurar uma boa cobertura médica e hospitalar, que atenda as necessidades individuais, mas que caiba no orçamento.

O Brasil possui um sistema de saúde público, o SUS (Sistema Único de Saúde), que oferece atendimento universal e gratuito. No entanto, problemas como superlotação, longas filas de espera e precárias condições de pontos de atendimento em alguns locais levam parte dos brasileiros a procurar uma solução privada.

E para isso, é fundamental pesquisar e comparar vários diferentes planos antes de contratar o seu. Nesse artigo, vamos mostrar os aspectos que precisam ser considerados, com o objetivo de ajudá-lo a entender a dinâmica desse mercado e a fazer a melhor escolha para o seu perfil.

Primeiro, o mais importante

  • Plano de saúde é um serviço oferecido por seguradoras e operadoras de saúde que envolve assistência médica, ambulatorial e hospitalar. É um serviço pago, diferentemente do sistema público de saúde, que é gratuito.
  • Após a contratação do plano, você deve realizar pagamentos mensais durante toda a vigência do serviço. Os reajustes de preços são realizados uma vez ao ano. Há também alteração de preço à medida que se muda de faixa etária – idosos, por exemplo, geralmente pagam mais.
  • Alguns dos aspectos que devem ser observados ao se contratar um plano de saúde são: tipo de atendimento; abrangência geográfica; rede de médicos, ambulatórios e hospitais disponível; serviços adicionais; e preço. Uma análise objetiva desses critérios vai ajudá-lo a fazer uma escolha mais adequada as suas necessidades.

Os melhores planos de saúde: Nossas recomendações

Uma boa forma de começar a procurar o plano de saúde mais adequado ao seu perfil é pesquisar as maiores operadoras. Normalmente, as maiores empresas oferecem mais opções de planos e têm uma rede de atendimento mais ampla. Como existem grandes operadoras que atendem todos os estados, separamos para você as maiores, que oferecem planos de saúde individuais.

A operadora com o maior número de beneficiários

Maior operadora de saúde do Brasil em número de beneficiários, a Amil Assistência Médica Internacional tem mais de 5,4 milhões de clientes, segundo dados da ANS. Esse número considera planos individuais, coletivos e odontológicos. A empresa faz parte do grupo UnitedHealth, um dos maiores grupos de saúde do mundo, com sede nos Estados Unidos.

A Amil oferece planos médicos com abrangência regional ou nacional, incluindo a opção de coparticipação e de reembolso. Por isso, os valores variam muito de acordo com as características escolhidas. A empresa tem também plano odontológico, o Amil Dental, que pode ser contratado separadamente.

O plano referência em medicina preventiva

Com sede em São Paulo e atuação voltada para a região sudeste, o Grupo NotreDame Intermédica (GNDI) é uma das maiores empresa do país em número de beneficiários: 4,3 milhões, contando planos individuais, coletivos e odontológicos. Em 2014, a empresa foi comprada pelo grupo norte-americano de investimentos Bain Capital.

O GNDI se considera referência em medicina preventiva e presta serviços por meio de uma rede mista, que inclui unidades próprias e credenciadas. Também oferece planos odontológicos.

Um plano com estrutura no país inteiro

É uma das maiores operadoras de plano de saúde do país, com mais de 4 milhões de beneficiários. Apesar de ser mais forte no norte e nordeste, onde foi criada, a empresa tem clientes espalhados por todo o país.

Tem também uma grande rede própria, com 28 hospitais, 82 hapclínicas, 19 pronto-atendimentos e 88 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial distribuídos nos 12 estados onde a operadora atua com rede própria. Em seu site, a empresa diz que possui planos a partir de R$ 150 ao mês.

Guia de contratação: O que você precisa saber sobre os planos de saúde

Hoje em dia, existem basicamente dois tipos de planos de saúde: coletivos (empresariais e por adesão) e individuais. Para os brasileiros que não têm acesso a um plano coletivo – e são muitos! -, o plano de saúde individual é a única opção. O plano pode ser adquirido apenas para um indivíduo ou para os membros familiares.

O custo de um plano de saúde, entretanto, pode ser expressivo. De acordo com realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) no ano passado, o brasileiro paga em média R$ 440 na mensalidade do plano de saúde, ou seja, em uma família de quatro pessoas o gasto com esse tipo de serviço ultrapassa R$ 1.700 ao mês.(1)

Veja a seguir as principais diferenças entre os planos coletivos e individuais e como fazer para contratar um plano para você e sua família.

Paciente na maca conversando com médico em pé.

De acordo com a CNDL, o brasileiro paga em média R$ 440 por mês nos planos de saúde. (Fonte: Ali Yahya / Unsplash)

Plano de saúde individual ou coletivo: Quais as diferenças?

A maioria dos planos de saúde coletivos está na categoria empresarial, em que a empresa para a qual você trabalha fecha contrato com uma seguradora ou operadora de plano de saúde e oferece o produto aos seus funcionários.

O plano de saúde coletivo pode ser empresarial ou feito através de um sindicato.

Esse plano pode ter o custo todo pago pela empresa, ou pode ter o valor dividido entre a empregadora e o funcionário. É uma ótima opção para quem tem emprego fixo, o que infelizmente não é a situação da maioria dos brasileiros.

Há ainda o plano coletivo por adesão, em que o indivíduo membro de um sindicato, entidade de classe ou alguma associação legalmente reconhecida adere ao plano de saúde contratado por essa entidade para os seus associados.

O funcionamento é parecido com o coletivo empresarial: exige vínculo com a entidade que contrata o produto, tem cobertura definida conforme contrato e rol de procedimentos, pode haver rescisão unilateral pela prestadora de serviços e o valor é negociado contratualmente.

Já os planos individuais ou familiares são aqueles contratados por um indivíduo, particularmente, sem nenhuma ligação com qualquer organização empresarial.

Veja as principais diferenças entre os planos coletivos e individuais no quadro abaixo:

Planos Individuais Planos Coletivos
Quem pode contratar Qualquer pessoa pode fazer a contratação diretamente com o operador de saúde ou agente autorizado Contratação pode ser feita apenas com intermediação de empresa ou entidade de classe
Preço Geralmente mais alto que o dos coletivos Mais baixo porque é contratado em escala e costuma ter subsídio da empresa
Reajuste Controlado pela ANS, mas pode superar a inflação Negociado entre a empresa ou entidade de classe contratante e a prestadora de serviços
Rescisão Proibida rescisão unilateral, a não ser por falta de pagamento ou por fraude É permitida rescisão unilateral, desde que se estenda a todos os planos do contrato

Como fazer um plano de saúde?

A contratação pode ser diretamente com operadora ou agente autorizado.

Você pode contratar um plano de saúde individual diretamente com a operadora de saúde ou por intermediação de um agente autorizado. O plano pode ser adquirido apenas para uma pessoa ou para todos os membros familiares.

Apesar da grande quantidade de brasileiros sem acesso a um plano coletivo, ainda é pequena a parcela que contrata um plano de saúde individual, muito por causa do custo. No Brasil são 47 milhões de beneficiários de planos de saúde, de acordo com a ANS (dados de julho de 2019).

Desses, quase 38 milhões têm planos coletivos, o que corresponde a 80% do total. Apenas nove milhões são contratos individuais ou familiares. Se você quer entrar para o grupo dos que contam com planos de saúde individuais e para a família, é preciso muita pesquisa.

O primeiro passo, como citamos, é entrar em contato com uma operadora ou agente autorizado.

Vale mais a pena fazer um plano para a família inteira?

Se você tem família, o mais interessante é procurar um plano que atenda a todos os membros familiares de uma vez. Isso porque tende a ser mais econômico contratar um plano familiar do que um plano individual para cada membro da família.

Nessa modalidade de plano, em geral há um titular, que responde pelas obrigações do contrato, e seus dependentes (filhos, cônjuges ou companheiros).

Algumas operadoras podem limitar o número de dependentes ou o momento de inserção da família no plano. Fique atento a esses detalhes antes de contratar o seu.

Quem regula os planos de saúde?

O setor de planos de saúde é regulado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Essa agência do governo autoriza a atuação das operadoras, registra os produtos comercializados e acompanha e fiscaliza as atividades delas.

Apesar de regular as operadoras de saúde, a ANS não regula os agentes autorizados a comercializar os planos. Os corretores de planos de saúde, que podem representar essas empresas no contato com os consumidores, são regulados por outro órgão do governo federal, a Superintendência de Seguros Privados (Susep).

foco

No site da ANS, é possível encontrar diversas informações sobre os planos, as empresas e o mercado em geral.

O que é a carência de um plano de saúde?

Os prazos máximos de carência são fixados por lei.

Um aspecto que sempre preocupa quem procura um plano de saúde é o período de carência, ou seja, o tempo que é preciso esperar para usar os serviços e coberturas contratadas. A carência pode variar de um produto para o outro, mas saiba que os prazos máximos são fixados em lei (veja abaixo).

Ou seja, sua operadora pode ter outros prazos, mas nunca ultrapassando o limite legal. Há também operadoras que exigem autorização prévia para a realização de procedimentos, como alguns exames e internações. Isso deve ser observado no momento da contratação do plano.

Cobertura Prazos máximos de carência
Urgências (acidentes pessoais ou complicações no processo gestacional) e emergências (risco imediato à vida ou lesões irreparáveis) 24 horas
Demais coberturas 180 dias
Partos a termo, excluídos os partos prematuros e decorrentes de complicações no processo gestacional 300 dias

Critérios: O que considerar ao contratar um plano de saúde individual ou familiar

O mercado conta hoje com uma infinidade de empresas prestadoras de planos de saúde individuais.

Como grandes seguradoras ligadas a bancos saíram desse mercado para se concentrar nos planos empresariais—em que há escala e as regras de reajuste de preço são mais flexíveis, variando da negociação direta com o grupo empresarial—, as empresas que hoje prestam serviços são em muitos casos menores, dedicadas exclusivamente a isso.

Muitas dessas empresas são também mais regionais, o que significa que podem ter uma boa rede de atendimento em um local, mas não necessariamente em outros.

Também há uma infinidade de tipos diferentes de planos, que variam em relação ao tipo de serviço oferecido, localização do atendimento, tamanho da rede, tipo de cobrança, etc.

A seguir, vamos listar todos os critérios que você deve levar em conta na hora de contratar um plano de saúde individual ou familiar.

  • Tipo de atendimento
  • Abrangência geográfica
  • Rede credenciada
  • Coparticipação
  • Acomodação Hospitalar
  • Coberturas adicionais
  • Avaliação do plano

Para que você não tenha dúvidas ao escolher seu plano de saúde, vamos detalhar cada um desses critérios:

Tipo de atendimento

A primeira coisa a se perguntar antes de começar a busca pelo plano de saúde ideal é qual é o tipo de atendimento desejado. Os tipos de atendimento são vários, e, é claro, quanto mais completo o atendimento, mais caro o plano.

A ANS divide os tipos de atendimento em cinco principais categorias: ambulatorial; hospitalar sem e com obstetrícia; ambulatorial + hospitalar sem e com obstetrícia; e referência.

Atendimento Benefícios
Ambulatorial Nesta cobertura estão garantidos consultas médicas em clínicas ou consultórios, exames, tratamentos e procedimentos ambulatoriais.
Hospitalar sem obstetrícia Garante internação hospitalar, com exceção da atenção ao parto. A legislação não admite previsão de limite de tempo de internação.
Hospitalar com obstetrícia Além de internação hospitalar, está incluída a atenção ao parto. É garantida, ainda, a cobertura assistencial ao recém-nascido filho natural ou adotivo durante os primeiros 30 dias após o parto.
Ambulatorial + hospitalar sem obstetrícia Garante consultas médicas em clinicas ou consultórios, exames e procedimentos ambulatoriais, assim como internação hospitalar, com exceção da atenção ao parto.
Ambulatorial + hospitalar com obstetrícia Garante consultas médicas em clinicas ou consultórios, exames e procedimentos ambulatoriais, assim como internação hospitalar, incluindo parto e cobertura do recém-nascido nos primeiros 30 dias após o parto.
Referência Instituído pela Lei nº 9.656/98, engloba assistência médico-ambulatorial e hospitalar com obstetrícia e acomodação em enfermaria. Sua cobertura mínima também foi estabelecida pela Lei, devendo o atendimento de urgência e emergência ser integral após as 24 horas da contratação.

A escolha vai depender das suas necessidades. Para uma família que pretende ter filhos, o atendimento com obstetrícia tende a ser o mais indicado, já que os gastos com pré-natal e parto são altos e haverá carência para mudar de plano apos a notícia da gravidez.

Quem quer um plano mais barato pode preferir optar por um atendimento apenas hospitalar, deixando consultas e exames para a rede pública, por exemplo.

Mas se já há na família pessoas com doenças que exigem acompanhamento constante, é importante considerar a possibilidade de contratar um plano de saúde que inclua exames e consultas de rotina, além da internação hospitalar.

Abrangência geográfica

Outro aspecto importante a se considerar na escolha do plano de saúde, e que pode ter grande influência no valor mensal a ser pago, é abrangência geográfica do serviço.

De acordo com a ANS, as categorias principais são: Plano Nacional, com cobertura em todo o território brasileiro; Plano Grupo de Estados, que fornece atendimento em um número pré-definido de estados; Plano Estadual, que atende um único estado; Plano Grupo de Municípios, que oferece serviços em certo número de municípios; e Plano Municipal, que atende um único município. Entretanto, também há planos que oferecem cobertura internacional.

Para quem viaja muito, um plano nacional pode ser mais indicado.

Para decidir quão abrangente tem de ser o seu plano, é necessário se questionar onde você pretende usar os serviços. Se você acredita que usará o plano de saúde apenas onde mora e se você não costuma viajar com frequência, uma boa opção pode ser um plano regional (municipal ou estadual), que naturalmente tem um custo menor que um nacional.

Se você viaja muito ou se quer garantir cobertura mesmo nas poucas vezes em que está fora de casa, um plano nacional ou até internacional pode ser o mais indicado para você.

Rede credenciada

Conhecer a rede credenciada permitirá que você avalie se a qualidade e a localização dos serviços oferecidos pelo plano são adequadas ao que você deseja. A rede credenciada é a rede de médicos, clínicas, ambulatórios e hospitais que você poderá utilizar caso contrate o plano.

É bom avaliar, por exemplo, se o plano tem médicos, hospitais e laboratórios próximos da sua casa ou do seu local de trabalho, oferecendo fácil acesso. Se você já costuma utilizar serviços de certos médicos ou hospitais, o ideal é saber se eles fazem parte da rede do plano que você quer contratar.

Algumas operadoras contam com uma rede própria, outras operam apenas com profissionais e pontos de atendimento credenciados.

Há ainda operadoras que usam uma estrutura mista.

Todas as operadoras são obrigadas a divulgar e manter atualizadas as redes de prestadores em seus sites na internet.

Algumas vezes o plano apresenta grande número de prestadores de serviços para atrair a atenção do consumidor. Mas o que mais importa aqui é saber se o atendimento será feito em locais de qualidade e referência e por profissionais experientes.

Alguns planos de saúde contam ainda com contrato de livre escolha. Isso significa que você pode usar serviços de profissionais e hospitais não pertencentes à rede credenciada e depois pedir reembolso ao plano.

O reembolso pode ser integral, o que geralmente só é valido para planos voltados a clientes de alto poder aquisitivo, ou parcial, limitado a um teto definido pela operadora.

Dessa forma, se o seu médico não está na rede credenciada do plano que você deseja, o plano pode ainda assim ser ideal para você se ele oferecer reembolso por pagamentos de serviços utilizados fora da rede.

Foto em close, sem aparecer a cabeça, de um médico de jaleco, braços cruzados e segurando um estetoscópio vermelho.

Mesmo que seu médico não esteja na rede credenciada, pode ser que o plano ofereça reembolsa por serviços externos. (Fonte: Online Marketing / Unsplash)

Coparticipação

O modelo mais tradicional de pagamento do plano de saúde é um valor fixo mensal: usando ou não os serviços do plano, a mensalidade será a mesma. Mas há também outras formas.

Alguns planos de saúde cobram uma mensalidade menor, porém acrescentam à mensalidade um valor adicional (ou coparticipação) a ser pago por cada atendimento, consulta ou exame realizado naquele período.

Para idosos, geralmente vale mais a pena um plano sem coparticipação.

Assim, se a pessoa tem ótimas condições de saúde e só usa o plano eventualmente, o modelo de pagamento com coparticipação pode ser uma opção mais econômica.

Por outro lado, se a pessoa é mais idosa ou se tem alguma doença crônica, como diabetes ou hipertensão, ou algum problema de saúde que exija fazer um tratamento constante, é provável que o custo da mensalidade acrescido dos atendimentos realizados no mês seja mais alto. Nesses casos, o mais vantajoso pode ser a mensalidade sem coparticipação.

Acomodação hospitalar

Quando o plano de saúde inclui cobertura para internação em hospital, ela pode ser feita em enfermaria ou em quarto particular. E isso influencia o preço cobrado.

  • Enfermaria. O paciente fica internado em um mesmo ambiente que outros doentes e costuma ter horários mais restritos para visitas. Nesse tipo de acomodação, o paciente geralmente não consegue manter um acompanhante ao seu lado. Em compensação, o preço do plano de saúde tende a ser mais baixo.
  • Quarto particular. O paciente contará com um apartamento separado, um horário mais flexível para visitas e com a possibilidade de ser ou não acompanhado por um parente, de acordo com o que estiver estabelecido no contrato do plano a respeito de acompanhante. Por causa dessa comodidade, o preço é mais alto que no plano de enfermaria.

Coberturas adicionais

Todos os planos de saúde são obrigados a oferecer uma cobertura mínima obrigatória. Para cada tipo de atendimento, há uma lista de procedimentos com cobertura obrigatória descrita no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde editado pela ANS e revisado a cada dois anos.

Além dessa lista, as operadoras podem disponibilizar coberturas adicionais, como assistência farmacêutica, assistência e internação domiciliar e resgate domiciliar, por exemplo, o que deve ser especificado no contrato.

Lembre-se que essas coberturas adicionais podem ter um custo para você.

Avaliação do plano

Independentemente do tipo de atendimento, da abrangência ou da rede credenciada que você escolheu, é importante saber se o atendimento que você recebera será de qualidade.

Além de pesquisar se o número de registro da operadora e do plano em questão está regular no site da ANS, você deve pesquisar alguns indicadores de performance e a opinião de outros clientes sobre a empresa.

Por exemplo, a ANS atribui uma nota às operadoras de plano de saúde baseada em uma avalição anual do desempenho das empresas.

Importante pesquisar o registro da operadora e indicadores de performance.

Trata-se do Índice de Desempenho da Saúde Suplementar, o IDSS, que leva em conta a qualidade em atenção à saúde dos beneficiários, a garantia de acesso às redes assistenciais, a sustentabilidade da operadora (incluindo o seu equilíbrio econômico-financeiro) e a gestão de processos e regulação, que é o cumprimento das obrigações técnicas e cadastrais das da ANS. A pontuação vai de 0 e 1 ponto.

Veja abaixo o IDSS das maiores operadoras de planos de saúde individuais. Como base de comparação, o IDSS do setor, considerado a média das operadoras, foi de 0,7295 no último levantamento divulgado pela ANS, referente ao ano-base 2017.

Operadora Nota da ANS (de 0 a 1 ponto)
Amil Assistência Médica Internacional 0,9027
Hapvida Assistência Médica 0,5910
NotreDame Intermédica Saúde 0,8698

A ANS também possui o Índice Geral de Reclamações, o IGR, que é uma espécie de termômetro do comportamento das operadoras do setor no atendimento aos problemas apontados pelos beneficiários. O índice contempla o número médio de reclamações de beneficiários recebidas nos três meses anteriores e classificadas até a data de extração do dado.

Na lista de operadoras de grande porte com mais reclamações por beneficiário em agosto de 2019, a Amil aparece em 12 lugar, a Notre Dame, no lugar 34 e a a Hapvida, na posição 43.

O site Reclame Aqui oferece outros indicadores sobre a performance das operadoras. Você pode encontrar, por exemplo, o percentual de reclamações solucionadas no Reclame Aqui em um determinado período. Você também pode consultar a nota média da operadora (de 0 a 10), de acordo com a avaliação dos consumidores.

Resumo

Apesar de o Brasil contar com um sistema público de saúde, problemas relacionados à qualidade dos serviços prestados fazem com que muitos brasileiros prefiram buscar uma forma alternativa de assistência médica. Planos de saúde são pacotes de serviços vendidos por operadoras de saúde que envolvem atendimento médico, ambulatorial e hospitalar, a depender do contrato.

Para escolher o plano ideal, é necessário fazer uma boa pesquisa.

O mercado conta hoje com uma infinidade de empresas prestadoras de planos de saúde individuais, aquele em que uma pessoa física pode contratar diretamente com a operadora ou por intermediação de um agente autorizado.

Também há inúmeros tipos diferentes de planos, para todos os orçamentos. Para escolher o plano ideal para você e sua família, é necessário fazer uma boa pesquisa e comparar os diversos produtos existentes no mercado.

Alguns dos critérios que devem ser observados ao se contratar um plano de saúde são: tipo de atendimento; abrangência geográfica; rede de médicos, ambulatórios e hospitais disponível; serviços adicionais; e preço. Também é importante observar o histórico de performance das operadoras. Uma análise objetiva desses critérios é essencial para fazer a escolha certa.

(Fonte da imagem destacada: Parinya Binsuk / 123RF)

Referências

1. Gastos dos brasileiros com saúde, Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)
Fonte

Estudo
Gastos dos brasileiros com saúde, Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)
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